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Qual o valor de ser social? - O mercado não sabe medir a contribuição da responsabilidade para as empresas.
Revista Época Negócios

   Em alguns círculos profissionais da areá de responsabilidade social, perguntar qual é o valor das iniciativas para a geração de riqueza nas empresas é um paradoxo. O argumento é que as companhias já olham o mundo exageradamente pela ótica do lucro. Ganhar dinheiro não pode ser o único motivo de existência dos negócios nem o principal objetivo por trás das ações sociais. Em tempos incertos, essa é idéia cada vez mais difícil de vencer. Mas mudar o discurso também não é nada facil, segundo os dados de uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey. A razão é que a maioria dos diretores-financeiros, investidores e mesmo os profissionais envolvidos diretamente com as ações das empresas não sabe medir a contribuição financeira da responsabilidade social.
   O trabalho, conduzido em dezembro de 2008, entrevistou 238 diretores-financeiros, investidores e profissionais de grandes empresas em vários países. Mostra, por exemplo, que 53% dos profissionais envolvidos com as ações sociais não sabem como elas adicionam valor. Somados aos 9% que disseram que a atuação não traz nenhuma vantagem adicional, chega-se a 62% os que não crêem que seu trabalho gere acréscimo na valorização das empresas. Curiosamente, os diretores-financeiros se mostraram menos céticos. Mesmo assim, 22% disseram que não sabem se a responsabilidade corporativa agrega valor, e 21% afirmam que ela não contribui. Somados aos 6% que disseram que ela é contraproducente, são quase 50% com uma visão dúbia sobre a as ações sociais do ponto de vista financeiro. Mesmo aqueles que vêem uma relação mais clara entre ações sociais e a valorização das empresas acham que essas ações estão distantes do dia a dia financeiro. A grande maioria acredita que principal contribuição é para a imagem da companhia. A penas 14% dizem que os investimentos reforçam a posição das empresas no mercado, e 2%  acreditam que ajudam na captação de recursos . “A percepção da importância dos programas ambientais, sociais e de governança aumentou muito nos últimos anos”, diz o relatório da McKinsey. “Mas (a pesquisa) não mostrou consenso sobre como eles geram valor ou como comparar a performance financeira de uma companhia com a de outra”.
   Apesar das dúvidas, a maioria é otimista ao se referir ao longo prazo. Para 49%, os programas de preservação do meio ambiente tem um impacto financeiro neutro no curto prazo. Mas essa visão se alterar quando o horizonte se alonga: 85% acreditam que essas ações contribuirão de forma muito positiva para o valor no futuro. O mesmo se verifica quando as perguntas são sobre ações sociais ou de governança. O problema, no entanto, será chegar até esse futuro. Diante da dificuldade de demonstrar o valor imediato da responsabilidade social, os recurso para a área devem criar na atual crise. A governança corporativa sofrerá menos, por causa da atual clima de desconciança sobre as práticas empresariais em todo o mundo.

Reportagem retirada revista Época Negócios, abril 2009


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